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Móveis Coloniais de Acaju – De Lá Até Aqui

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A banda Móveis Coloniais de Acaju surgiu no cenário underground brasileiro lá pela metade dos anos 2000 e conseguiu, em pouco tempo, conquistar um certo destaque pela mistura de ritmos a que se propunha, pelo pouco medo de se arriscar e pelas letras das canções, que passavam pelo humor e pelo romantismo, num pulo só. Depois de dois discos lançados de forma independente, os caras assinaram com uma grande gravadora e lançaram, no ano passado, o álbum De Lá Até Aqui.

De Lá Até Aqui é um disco mais “limpo” (eu poderia chamar de coxinha?) que os anteriores. Por estarem agora em uma gravadora, é possível notar que os caras tiveram a mão de um produtor experiente e aquela bagunça organizada (e, em até alguns momentos, meio desorganizada mesmo) que a banda parecia injetar nos trabalhos anteriores, desapareceu. Nesse trabalho, os instrumentos são mais bem demarcados e, para conquistar um público maior, o som se torna muito mais radiofônico, o que levou a banda a perder, infelizmente, um pouco do humor característico.

O trabalho mantém as letras bem construídas, assim como mistura de ritmos que fez o conjunto se tornar uma das boas promessas – que agora aparecem de forma mais evidente. Isso fica claro quando a banda flerta com o indie em Sede de Chuva, música que abre o trabalho e já mostra logo de cara um pouco do que representa essa nova fase da Móveis; ou quando a banda mergulha na soul a la Motown em Vejo em teu Olhar e naquilo que era produzido por Tim Maia em Longe é um Lugarou ainda quando traz o ska de volta pro seu som em Sem Fim. Continue reading

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3 Momentos: Toni Collette

THE UNITED STATES OF TARA

Apesar de ter algumas indicações a prêmios e o respeito de público e crítica, Toni Collette ainda é o tipo de atriz que passa um pouco despercebida. Não por falta de talento ou por se envolver em projetos mais independentes (embora ela o faça às vezes), mas, talvez, por ser mais low profile e ter investido em coisas diferentes em seus 22 anos de estrada.

A australiana, que começou a sua carreira em 1992, atuando ao lado de Antony Hopkins em Spotswood (Spotswood, 1992), não restringiu a sua presença somente ao mundo do cinema e participou também de séries de TV (algumas ótimas, outras Hostages) e gravou discos ao lado de sua banda, Toni Collette & The Finish. Se mostrando boa em tudo o que se propõe a fazer – inclusive, caso você não conheça a faceta cantora da moça, vale a pena conferir aqui -, Toni é daquelas pessoas que, mesmo não alcançando uma fama proporcional ao seu talento, sempre é lembrada com carinho.

E isso não acontece somente porque as suas personagens, quase sempre, são adoráveis. Colette conquista pela simpatia, pela capacidade de desenvolver tipos variados e de brilhar mesmo quando a sua participação numa produção é pequena, como no caso de As Horas (The Hours, 2002), onde ela aparece por pouco tempo, mas dá conta de fazer da sua Kitty algo memorável; ou em Velvet Goldmine (Velvet Goldmine, 1999), no qual ela dá vida a ressentida Mandy Slade e consegue atrair o olhar do espectador mesmo dividindo a cena com um Jonathan Rhys Meyers visivelmente inspirado e um Ewan McGregor absurdamente selvagem.

E é por isso que ela ilustra o nosso 3 Momentos de hoje. E porque eu tenho vontade de ser amiga dela.

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Mumford & Sons – Babel

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Mumford & Sons é uma banda britânica de folk que, apesar de soar como se tivesse surgido há décadas, foi criada em 2007. Donos de um som que, independente das letras, muitas vezes soa alegre, os rapazes acham espaço nas suas músicas para dialogar com o country e inserir elementos, como um coral – composto pelos próprios integrantes da banda –, em suas músicas. E em Babel, o segundo disco do Mumford & Sons, isso é bem visível.

Iniciado com a faixa título, o disco já começa “exorcizando demônios” e dando munição para quem ouve cantar de peito aberto um dos versos mais bonitos do álbum (“Cause I know my weakness, know my voice/I’ll believe in grace and choice”). Babel, a música, te desafia a não tamborilar os dedos por alguma superfície que faça barulho enquanto ela é tocada. Isso para dizer o mínimo porque a canção mantém a energia do disco lá no alto, de modo que quando os outros elementos do trabalho do Mumford & Sons surgem, a gente vai se empolgando ainda mais com o que escuta.

Entre esses elementos, está a inserção do country, que se torna bastante clara em I Will Wait, faixa na qual Marcus Mumford canta que vai se manter corajoso e forte enquanto espera pela sua amada. Tudo isso de um jeito que faz a gente perceber a calma que existe em seu coração. E é tudo tão bonito e simétrico na faixa que é impossível não ficar com um sorriso bobo estampado na cara enquanto se ouve, além de ser daquelas que também desafiam o seu auto controle quando o assunto é se mexer/ficar parado.

O grande destaque de Babel fica por conta de Ghosts That We Knew, que é também a música que mais se diferencia do restante do trabalho. Composta somente por piano e voz, o Mumford & Sons consegue encher de amor o coração do ouvinte e, de um jeito cheio de energia, entrega um dos trechos mais bonitos do álbum: “So give me hope in the darkness that I will see the light/ Cause oh that gave me such a fright/ But I Will hold as long as you like/ Just promisse me we’ll be alright”. E o mais legal de tudo é que, ao vivo, os rapazes não fazem nada diferente do que foi citado ao tocar essa música, mas conseguem potencializar o sentimento que ela causa. Porque a emoção da voz de Marcus se eleva à um nível maior e torna a canção tão grandiosa que é impossível não se encantar por ela.

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10 Fatos Sobre: Pulp Fiction – Tempo de Violência

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Diálogos cortantes. Humor negro. Verborragia. Quantidades obscenas de sangue. Violência.

Agora imagine tudo isso num roteiro não-linear, cheio de imaginação, carregado de referências à cultura pop e aos clássicos do cinema. Acrescente a criação de um universo completamente “inverossímil” para nós, pessoas normais, e pronto: você tem em mãos um filme de Quentin Tarantino. Quer ver só?

Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), o longa que consolidou o status do diretor, tem o seu título emprestado de revistas pulp, gênero popular no começo do século XX, que visa contar histórias fantásticas (quase sempre de ficção científica), o que deixa claro, de saída, aquilo que estamos prestes a assistir: um filme marcado por caracteres que poderiam emprestar a ele traços de uma produção de menor qualidade ou mesmo absurda, mas que funcionam tão bem quando em diálogo – e enquanto parte do cotidiano dos personagens retratados por Tarantino – que Pulp Fiction tem cara daquelas coisas que já nascem consagradas e preparadas para marcar uma época.

Dirigido de uma maneira bastante estilizada, o filme conta algumas histórias distintas que, em determinado ponto, se entrelaçam de uma maneira surpreendente. E, no meio do caminho, mil reviravoltas improváveis acontecem, algumas mortes nos fazem rir até quase perder o ar e a gente passa toda a projeção hipnotizado pela maneira como tudo – absolutamente tudo – é bem amarrado. E aquilo que permanece sem resposta, permanece desse modo intencionalmente.

Entre referências a O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955), Jules e Jim (Jules et Jim, 1962), Sem Destino (Easy Rider, 1963) e até mesmo The Rocky Horror Picture Show (The Rocky Horror Picture Show, 1975), Quentin Tarantino entrega um filme inusitado, com alma, ritmo ágil e um enredo que, absurdos a parte, te faz ficar interessado em cada segundo da projeção. E te faz entender exatamente de onde vem todo o fervor com que as pessoas falam sobre Pulp Fiction atualmente (mesmo que você considere exagerado).

E se aquilo que estava na frente das câmeras era incrível, as histórias de bastidores são igualmente boas. Por isso, hoje reunimos 10 Fatos Sobre: Pulp Fiction – Tempo de Violência. E acreditem: essa foi uma das listas mais difíceis de fechar na história da Outra Página porque existem, pelo menos, umas 80 curiosidades bacanas sobre o longa.

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Malu – Memórias de Uma Trans, Cordeiro de Sá

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A HQ Malu – Memórias de Uma Trans surgiu após o encontro do quadrinista Cordeiro de Sá com um amigo de infância, transexual, que estava prestes a iniciar seu processo de readequação sexual. Eles não se viam há tempos e colocar o assunto em dia fez com que o autor conhecesse mais sobre as experiências, prazeres e dificuldades de uma pessoa nessa situação.

Usando também como base outros casos que conhecia, Cordeiro criou Antônio, um rapaz que percebe desde criança que seu corpo não corresponde ao seu gênero real, e decide mostrar-se Malu – ou, como brinca, “Malu, Mulher”, referenciando o seriado de mesmo nome.

A sua saga (passando pela descoberta pessoal, do amor, conflitos parentais e contato com a militância LGBTT, entre outros pontos) é contada com a dedicação de alguém que buscou entender bem sobre o que está falando – e mergulhar o máximo possível no íntimo da personagem.

E dá pra dizer que, mesmo com alguns problemas, Cordeiro teve êxito na tarefa. Nós gostamos de Malu logo de cara porque sua vontade de ser quem é de verdade, clara desde as primeiras páginas, nos envolve fácil e faz com que a gente torça muito por ela. Embora Sá não tenha vivenciado tudo aquilo, a HQ mostra que o moço teve tato para ouvir, compreender e reproduzir muitas coisas que conheceu em sua pesquisa, gerando assim uma protagonista verossímil.

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3×4: Chihiro

chihiro

Nome: Chihiro
Idade: 10 anos
Apareceu em: A Viagem de Chihiro (Spirited Away, 2001)

Se Chihiro tivesse escolha, provavelmente deixaria que seus pais partissem sozinhos. A garotinha, protagonista de A Viagem de Chihiro, é forçada a se mudar com a família quando seu pai recebe uma nova oferta de emprego. Deixando pra trás a cidade que habitava e seus amigos, se encontra, no começo do longa, naquela fase de negação em que nada que virá adiante parece muito empolgante em comparação à sua vida anterior.

Mas o fato é que Chihiro, definitivamente, não faz ideia do que encontrará a seguir. Porque durante a ida para sua nova casa, a vida dela mudará para sempre. E o motivo disso, além de surreal, é muito, muito fascinante.

Quando uma obstrução no caminho faz com que seus pais decidam parar o carro e seguir parte do caminho a pé, eles acabam chegando numa espécie de parque de diversões abandonado, atrelado a uma pequena vila que não parece ter nenhuma alma viva nela. Curiosamente, em uma das barracas, há comida em abundância com aquela cara de “feita na hora”. Mortos de fome, os pais de Chihiro decidem parar por lá e comer alguma coisa.

Embora em partes sua reclamação venha de certa “birra” e de seu jeito mimado, Chihiro nota que há algo de errado ali e pede que todos retornem para o carro. Ignorada, dá uma volta pelo local, se depara com sombras misteriosas saindo das águas e, ao tentar comunicar o que aconteceu aos seus pais, tem o maior choque de todos: descobre que eles foram transformados em porcos, por (descobriremos depois!) comerem “comida reservada aos Deuses”.

E é aí que a garota entra de cabeça num mundo de criaturas estranhas, amigos meio “tortos” e desafios que requerem coragem para transpor. Ela descobre que o lugar onde acabou indo parar é uma espécie de “hotel” para espíritos e entidades mágicas, comandado por Yubaba, uma feiticeira de índole pra lá de questionável. A bruxa rouba o nome da menina e a obriga a trabalhar no lugar.

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Top 5: Músicas sobre prostituição

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Alguns dizem que trata-se da profissão mais antiga do mundo. Outros, dizem que é pecado e que condena todas as praticantes de tal atividade ao inferno. Um outro grupo diz que é uma atividade fácil, de retorno financeiro ainda mais fácil. Polêmica e controversa desde que o mundo é mundo, a prostituição está cercada de preconceitos e de visões muitas vezes equivocadas por parte das pessoas.

Tão rejeitadas e empurradas para a margem da sociedade, as prostitutas, mesmo tendo reconhecida importância histórica, ainda hoje, em um mundo evoluído (??), brigam por reconhecimento, para ter voz na sociedade e para ser encaradas como profissionais.

De forma romanceada ou não, a prostituição sempre despertou interesse e curiosidade de romancistas, pintores, cineastas e músicos, seja para contar a história de uma prostituta, seja para contar sobre as dificuldades de se amar uma ou para denunciar a vida nada fácil que essas moças levam.

E é isso que este Top 5 vai mostrar: cinco músicas que falam sobre prostituição. Algumas de um jeito mais explícito, outras de um jeito um tanto mais romântico, mas todas em que as prostitutas e a prostituição são as personagens principais.

Então, clica aí no “continue reading” e vem com a gente!

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Como Eu Era Antes de Você, Jojo Moyes

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Desde o seu título Como Eu Era Antes de Você parece uma história batida e açucarada. E se você resolve não se deixar guiar pelo título e lê o que está escrito na contracapa do livro, a sensação de deja vu e a preguiça não desaparecem por completo, já que, em linhas gerais, a sinopse oferecida diz que duas pessoas inusitadas vão se encontrar por acaso e vão acabar mudando uma a vida da outra. E diz ainda que, sim, se trata de uma história de amor. Então, eu não sei se vocês, mas tudo isso me lembra todo(s) o(s) universo(s) criado(s) por Nicolas Sparks.

Porém, se uma coisa fez sentido para mim durante a leitura da obra, foi aquilo que nos ensinam desde criancinha: não julgue um livro pela capa (ou pela sinopse. Ou pelo título). Porque Como Eu Era Antes de Você é maior do que essas coisas citadas. Em todos os sentidos. Desde a qualidade da escrita de Jojo Moyes até as soluções que a autora encontra para levar os seus personagens às conclusões que deseja.

Contando a história de Louisa Clark, uma moça que acredita ser exatamente aquilo que todo mundo lhe diz e soterra as suas capacidades numa vida trivial e mecânica; e de Will Traynor, um homem rico que, há dois anos, perdeu todos os movimentos abaixo do pescoço, graças a um acidente de carro, Moyes, de cara, afasta a sua narrativa de um romancezinho clichê.

Primeiro, porque Louisa tem um namorado de anos, do qual ela pode até não gostar muito, mas não pensa em se separar; e Will se encontra completamente fechado para o mundo por ter perdido a possibilidade de fazer grande parte daquilo que gostava e não ver sentido em estar vivo sem as coisas que definiam a sua identidade. Assim, quando os dois se cruzam – num contexto que, aliás, é estritamente profissional – ambos não estão interessados em sequer fazer amigos.

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Grande Menina, Pequena Mulher

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A primeira cena de Grande Menina, Pequena Mulher (Uptown Girls, 2003) traz Molly Gunn (Britany Murphy) acordando atrasada para uma festa, em seu apartamento espaçoso na cobertura de um prédio. A moça chega na balada sob reclamações de sua melhor amiga, de que ela “sempre se atrasa”. Ao chegar lá, se depara com uma bela festa surpresa. Molly está fazendo aniversário! Ela é elogiada por todos, caminha pelos convidados com desenvoltura e confiante como sempre costuma ser.

Esse momento representa muito bem a vida da protagonista até aquele ponto da história. Mas não o que o filme trará a seguir. Porque apesar de parecer uma comédia exageradamente colorida a princípio, Grande Menina, Pequena Mulher logo deixa essa impressão para trás e se torna mais agridoce do que a gente podia supor – apesar de manter a fofura até o fim.

Molly, pra lá de deslumbrada, é filha de um finado rockstar e vive confortável com a herança do pai. Um dia, o cara que toma conta de suas finanças parte para outro país, roubando as economias dela e de várias outras pessoas. Falida – e sem nunca ter trabalhado na vida -, a moça percebe (mesmo sem se notar a gravidade de sua situação no começo), que é hora de sair de sua bolha e cair na real, arranjar um emprego e viver de modo mais “econômico”, digamos.

Inapta a fazer qualquer atividade formal, a protagonista acaba tornando-se babá de Ray (Dakota Fanning), uma menina rica e cheia de neuroses. Representando o contraponto perfeito de Molly, a garotinha é hipercontroladora, super centrada e nada calorosa. Ao longo de seu convívio, as personagens descobrem que podem encontrar na outra uma amiga e descobrir juntas as coisas que lhes faltam.

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Leo Cavalcanti – Despertador

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Despertador, o segundo disco de estúdio do paulistano Leo Cavalcanti, traz consigo uma sonoridade bastante psicodélica, cheia de efeitos sonoros que dão um tom um pouco confuso às suas canções. Essa confusão, porém, não significa um defeito, mas dá ao trabalho uma qualidade interessante, que pode ser sentida desde a abertura do registro.

Soando, em alguns momentos, como algo que o Pato Fu teria feito em Ruído Rosa, as distorções e psicodelias apresentadas por Cavalcanti se fazem presentes a todo o momento, mas jamais roubam a atenção exclusivamente para si.

Sim, tem-se uma batida constante e “pesada”, mas isso não atrapalha o ouvinte a perceber a beleza da voz do cantor ou mesmo das palavras presentes nas suas músicas, como no caso de Só Digo Sim, que tem essas características e é bastante doce.

Por mais que, a princípio, possa parecer que Leo Cavalcanti se enquadra na “Nova MPB” (o que, de certa forma, tem mais a ver com primeiro disco do cantor), em Despertador essa impressão é afastada pela influência do pop em suas músicas.

E, além disso, o artista investe em outras coisas e parece ter um foco diferente, que mesmo não o distanciando completamente da “fofura” típica de alguns expoentes do estilo citado, são suficientes para a gente achar que o trabalho dele conta com algum diferencial.

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10 Fatos Sobre: 30 Rock

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30 Rock é uma das minhas comédias preferidas de todos os tempos. Pelo fator “Tina Fey sendo ela mesma e se saindo absurdamente bem nisso”, mas também por tudo o que cerca a produção, que é bastante criativa e diferente do que a gente tem na TV ultimamente.

Porque 30 Rock não é exatamente uma sitcom, já que não conta com as características risadas de fundo, mas também não se encaixa no mockumentary porque não faz uso de entrevistas dos personagens, dizendo o que eles pensam a respeito da situação que vivenciam.

Funcionado como uma espécie de híbrido dos dois – no sentido de que se aproveita do maior realismo de alguns mockumentarys, como Parks & Recreation e The Office, para recriar os bastidores do Saturday Night Live (que, aqui, se chama TGS with Tracy Jordan), mas não abre mão das situações forçadas de sitcoms -, o programa se destaca pelo texto extremamente eficiente e que, apesar de cheio de referências, as insere com naturalidade e sem querer parecer profundo demais; e pelas atuações competentes e tão naturais que fazem a gente se perguntar como aquelas pessoas conseguem dizer os “absurdos” que dizem e manter uma cara séria.

Contando a rotina dos bastidores do tal TGS, 30 Rock acompanha as dificuldades de sua produtora, Liz Lemon (Fey) ao lidar com as suas estrelas, com o time de escritores, com o seu chefe capitalista selvagem que a enxerga como um caso de caridade… E com balancear tudo isso com uma vida pessoal saudável – mesmo que, por vezes, a gente tenha a impressão de que a vida de Liz se resume a pizza e reality shows na TV.

E é por ser tudo isso que a série deixou saudades quando, em 2012, teve a sua última temporada exibida (e ainda por cima foi uma temporada mais curta, para a qual a NBC disse “ok” só para não deixar os fãs do programa sem um desfecho). E é por isso também que eu falo sobre a série em qualquer oportunidade que me oferecem. E é por isso que 30 Rock ilustra os 10 Fatos Sobre de hoje.

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3 Momentos: Lady Gaga

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Um sopro de ar fresco. Uma farsa. A renovação do pop. Um pastiche mal sucedido do passado. Attention whore. Um passo acima das outras popstars. Um enigma. Redutiva.

Tudo isso já foi dito sobre Lady Gaga, uma das artistas que mais longe passam da unanimidade. A moça, que surgiu aos olhos do mundo em 2008 com seu disco de estreia, The Fame, já passou por muito em pouco tempo de carreira – e mostrou que não está na música de brincadeira.

Enfileirando hits, referências, polêmicas e grandes momentos, Gaga parece sempre disposta a tentar se superar.  E embora nem sempre consiga, ao menos nos entretém em cada empreitada, fazendo a gente pensar: “o que essa maluca vai fazer dessa vez?”. Às vezes, é um deslumbre. Às vezes, um tiro n’água.

Hoje, suas estratégias para se destacar parecem um tantinho enferrujadas, mas Gaga continua fazendo barulho, chamando a atenção, mostrando sua versatilidade criativa em estúdio, turnês e colaborações com artistas de renome – e que não por acaso, a adoram.  Mostrando serviço mesmo em momentos em que fica mais quietinha - porque até nesses momentos, a loira parece apenas arquitetar seu próximo golpe.

De brincadeira, ela já provou não estar; agora, trabalha para provar (de vez) que também não está de passagem. E pelo que mostrou até o momento, a gente pode esperar grandes coisas do que vem por aí. Enquanto Lady Gaga não expõe as cartas na manga, resgatamos o trajeto da cantora até agora, separando 3 Momentos essenciais.

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G.B.F

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G.B.F (G.B.F, 2013) tem aquela fórmula comum em filmes teens que gira em torno dos populares do colégio, dos não-populares e de todo o resto entre esses dois grupos. O que acontece para o filme se diferenciar dos demais é que não necessariamente quem quer sair do grupo impopular é quem acaba saindo.

Brent é um rapaz gay, que tem como melhor amigo o também gay Tanner (Michael J. Willett, de Faking It), mas os dois ainda não se assumiram em nenhuma esfera de suas vidas. E enquanto Brent tem um plano bastante elaborado para o seu outing, Tan está bem confortável dentro do seu armário, do qual não pretende sair num futuro próximo e nem distante.

Em paralelo a história dos dois, ocorre uma “guerra social” entre as três garotas mais populares da escola: Fawcett (Sasha Pieterse), ‘Shley (Andrea Bowen) e Caprice (Xosha Roquemore), que estão na disputa para rainha do baile de formatura. O que torna tudo bastante engraçado em G.B.F é a personalidade das três queen bees em questão.

Caprice desconhece o sentido da palavra limite e não tem papas na língua e nem o menor problema em ser exatamente como é; Fawcett coloca toda uma banca de evil bitch, mas, no fundo, é uma gênia da química; e ‘Shley é a mórmon menos mórmon de que se tem notícias, que prega um comportamento impecável, segundo o qual ela só fará sexo depois do casamento, nunca vai beber – o que a gente nem precisa dizer que é só fachada – e, para completar, tem um namorado (também mórmon) que, para ela, é heterossexual, mas que está a todo o momento tentando aproximações com os rapazes que sabemos ser gays, especialmente Brent e Tanner.

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Vida, Ricky Martin e Dream Team do Passinho

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Nesse clima de Copa, vários artistas se uniram e realizaram parcerias para representar a união de países nesse evento tão grande. Dessa forma, artistas como Emicida e MC Guimê se juntaram para gravar País do Futebol e tornaram a faixa tão “música tema” do mundial quanto a canção oficial do evento (e, talvez, até mais do que ela). E canções como essa acabaram se tornando grandes porque representam muito mais o Brasil e não ficam presas ao “parecer bonitinho pra gringo ver” como We Are One (Ole Ola).

E levando em consideração ainda a falta de carisma da música oficial, dá para entender perfeitamente porque ela não emplacou tanto quanto as outras canções e porque, por aqui, a gente prefere se concentrar em falar do que é mais representativo do nosso país e melhor para os nossos ouvidos.

No começo de 2014, Ricky Martin veio ao Brasil para gravar o clipe de sua música, Vida, na cidade do Rio de Janeiro. Essa faixa faz parte do disco oficial da Copa do Mundo e, ao contrário daquela que deveria embalar o mundial, é divertida e alegre – como muito do que o cantor produz. Além disso, o clipe mostra toda a beleza do Rio e faz um trabalho muito melhor em captar o clima de descontração que o mundial de futebol acaba trazendo consigo (afinal, em que outra época, de qualquer ano, você vê notícias sobre um inglês que está bêbado a três dias usando a mesma roupa?).

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