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O Amor Nos Tempos do Cólera, Gabriel García Marquez

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Era para esse texto ser sobre Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, que eu li há pouco tempo. Depois de cansar de contrariar a opinião popular e dizer por aí que não gosto da autora, tomando como base apenas uma leitura de Razão e Sensibilidade quando eu ainda era muito nova, decidi ler a sua obra mais aclamada e conhecida. Mas aí o que aconteceu foi que eu li Orgulho e Preconceito prestando a devida atenção aos detalhes que todo mundo destacava como grandiosos na literatura de Austen e a minha opinião se manteve: era entediante mesmo ler sobre gente tomando chá. Por uma série de motivos que, talvez, um dia eu exponha.

O fato é que depois de escrever, apagar, escrever de novo, mostrar pra alguém e acabar pensando que o texto tratando do livro de Jane Austen era ruim, eu comecei a pensar que, de modo geral, eu não gosto muito de histórias de amor. Não tem tanto a ver com amargura (embora tenha um pouco), mas é por causa do tédio que tudo me desperta.

Todas as histórias, mesmo quando tentam se desviar e usar o romance como pano de fundo para algo maior (Orgulho e Preconceito, por exemplo, conta com descrições ricas dos costumes e da vida burguesa no século XIX e com uma ironia bastante ferina para a época), a gente sabe como tudo vai terminar e sabe exatamente qual será o caminho que levará os protagonistas até a tão aguardada consumação do sentimento (não de um modo exclusivamente carnal, mas vocês entenderam isso).

Só que eu não me contentei em, simplesmente, não gostar de histórias de amor. Tinha que ter alguma que me emocionasse e não contasse com um final trágico. Depois de muito pensar, eu percebi que, sim, existia uma. Solitária na lista, mas que integra o meu Top 5 de livros preferidos da vida: O Amor Nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez.

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